Menopur - Laboratórios Ferring Ltda
Cód:
1287600110080
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Descrição do Produto

Sobre a Ferring Brasil

Origem, Filosofia Global e Compromisso Local

Fundada em 1950 em Malmö, na Suécia, pelo Dr. Frederik Paulsen e sua esposa Eva Paulsen, a Ferring Pharmaceuticals é uma multinacional biofarmacêutica pioneira, hoje sediada em Saint-Prex, na Suíça.
Com uma história global construída sob a filosofia de que "as pessoas vêm em primeiro lugar", a companhia consolidou-se como especialista na ciência dos peptídeos e dos hormônios naturais.
No mercado brasileiro, a Ferring estabeleceu uma operação estratégica e robusta, focada em transformar a jornada dos pacientes ao introduzir tratamentos de alta complexidade e padrão internacional adaptados às necessidades do ecossistema de saúde do país.


Modelo de Negócios e Liderança em Ciclos da Vida

O modelo de atuação da Ferring Brasil diferencia-se por seu foco direcionado à medicina especializada e personalizada, atuando fortemente nos canais institucional, hospitalar e de varejo de alta complexidade.
A estratégia corporativa da empresa é estruturada para apoiar a saúde humana de forma integral, desenvolvendo soluções terapêuticas que acompanham o indivíduo desde a concepção e o nascimento até o envelhecimento saudável.
A marca se destaca pelo estreito relacionamento com as comunidades científicas e pela criação de programas robustos de suporte ao paciente.


Principais Áreas de Atuação

  • Medicina Reprodutiva e Saúde Maternal: Liderança global e pioneirismo no desenvolvimento de terapias para tratamentos de fertilidade e reprodução assistida (FIV), além de soluções obstétricas essenciais para a prevenção do parto prematuro e controle da hemorragia pós-parto.
  • Gastroenterologia: Forte atuação e portfólio de referência no manejo de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, focando na remissão de sintomas e na devolução da qualidade de vida.
  • Urologia e Uroginecologia: Desenvolvimento de tratamentos inovadores para o câncer de próstata avançado, além de terapias consagradas para o controle do xixi na cama (enurese noturna) em crianças e da noctúria em adultos.
  • Endocrinologia: Linha de medicamentos voltada para o cuidado e o tratamento de distúrbios do crescimento e deficiências hormonais específicas.

Inovação em Peptídeos, P & D e a Fronteira do Microbioma

A Ferring direcionada investimentos massivos e consistentes para seus centros mundiais de Pesquisa e Desenvolvimento (P & D), mantendo sua vanguarda histórica na síntese de peptídeos e na biotecnologia avançada.
A companhia expandiu significativamente suas fronteiras de inovação ao liderar o desenvolvimento de terapias baseadas no microbioma humano, abrindo novos caminhos para a medicina regenerativa e gastroenterológica.
Alinhada às diretrizes de governança global, a Ferring Brasil conduz suas operações logísticas e comerciais sob rigorosos padrões de sustentabilidade e responsabilidade corporativa.

Especialidade

Classe TerapêuticaG3G - Gonadotrofinas Incluindo Outros Estimulantes Para Ovulação
Princípio Ativo/SubstânciaMenotropina

Bula

Para que este medicamento é indicado?

Menopur® (menotropina) está destinado para o tratamento de infertilidade.


Menopur® é uma associação de hormônios naturais (hormônio folículo estimulante – FSH e hormônio luteinizante – LH) que na mulher estimula o crescimento do folículo (que é a estrutura onde o óvulo se desenvolve), sendo utilizado em mulheres que possuam alguma insuficiência na produção de um, ou, de ambos os hormônios. Este estímulo é requerido na indução da ovulação em técnicas de reprodução assistida.


Nos homens está destinado para o tratamento de insuficiência hormonal. Menopur® é utilizado para estimular o desenvolvimento dos espermatozoides dentro dos testículos, cuja concentração pode ser melhor obtida com a utilização antecipada da gonadotrofina coriônica – hCG.

Como este medicamento funciona?

Menopur® estimula a produção de hormônios sexuais.


Em homens e mulheres, Menopur® possui um efeito hormonal sobre as glândulas reprodutivas, nas mulheres sobre os ovários, e nos homens sobre os testículos.


Nos ovários, o medicamento atua estimulando a produção de óvulos.


Nos testículos, a menotropina utilizada em conjunto com a administração antecipada da gonadotrofina coriônica estimula a produção de espermatozoides.


A menotropina (gonadotrofina menopausal humana, hMG) é obtida da urina de mulheres na pósmenopausa. Ela contém hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH) e gonadotrofina coriônica humana (hCG), proporcionando bioatividade do hormônio folículo estimulante humano (FSH) e do hormônio luteinizante humano (LH) na proporção de 1:1.


O hCG é um hormônio naturalmente presente na urina de mulheres na pós-menopausa e grávidas e é o principal contribuinte para a bioatividade do LH. O hCG extraído da urina de mulheres grávidas pode ser usado para equilibrar a bioatividade total do LH.

Apresentação do medicamento e tipos de uso.

Solução injetável de 75 UI/mL de menotropina altamente purificada (gonadotrofina menopausal humana, hMG), disponível em embalagem com 5 frascos-ampola de pó liofilizado e 5 ampolas com 1 mL de diluente.


Cada frasco-ampola de pó liofilizado contém 75 UI de menotropina, correspondente a 75 UI de bioatividade do hormônio folículo estimulante (FSH) e 75 UI de bioatividade do hormônio luteinizante (LH).


VIA SUBCUTÂNEA OU INTRAMUSCULAR


USO ADULTO

Composição do medicamento.

Cada frasco-ampola de pó liofilizado contém:


menotropina que corresponde a 75 UI de LH e 75 UI de FSH


Excipientes: lactose monoidratada, polissorbato 20, hidróxido de sódio e ácido clorídrico.


Cada ampola de diluente de 1 mL contém:


cloreto de sódio, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis.


Após a reconstitution de um frasco-ampola, 1 mL da solução reconstituída contém 75 UI de menotropina altamente purificada.

Quando não devo usar este medicamento?

Esta medicação não deve ser utilizada caso a resposta para algumas das perguntas a seguir for “SIM”:



No caso de mulheres:


Você já teve diagnóstico de tumor na hipófise ou no hipotálamo?


Você já teve diagnóstico de tumor no útero, nos ovários ou nos seios?


Você está grávida ou está amamentando?


Você apresenta sangramento vaginal sem causa definida?


Você tem hipersensibilidade conhecida a este medicamento ou a qualquer um dos componentes de sua


fórmula?


Você apresenta aumento dos ovários ou cisto(s) não causado(s) por ovário policístico?


Você já teve diagnóstico de deficiência primária do funcionamento dos ovários?


Você possui malformação dos órgãos sexuais incompatível com a gravidez?


Você possui mioma uterino incompatível com a gravidez?



No caso de homens:


Você já teve diagnóstico de tumor na hipófise ou no hipotálamo?


Você já teve diagnóstico de tumor no testículo?


Você já teve diagnóstico de câncer de próstata?


Você tem hipersensibilidade conhecida a este medicamento ou a qualquer dos componentes de sua fórmula?


Você possui insuficiência testicular primária?



As contraindicações são baseadas no risco antecipado de exacerbação devido ao efeito


hormonal/farmacológico do produto ou devido à incompatibilidade com o resultado do tratamento


pretendido.



A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com menotropina e até aproximadamente


1 a 2 semanas após o seu término, devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências e precauções


Menopur® pode causar reações adversas leves a severas e deve ser prescrito por médicos que estejam


familiarizados com problemas de infertilidade e o seu tratamento.



A terapia com gonadotrofinas (por exemplo, tratamento com a menotropina) requer acompanhamento


médico e de profissionais da saúde, além do monitoramento regular da resposta ovariana com exame de


ultrassonografia. Adicionalmente, podem ser realizados exames de sangue para dosagem do nível de


estradiol.



A resposta ao tratamento com menotropina é variável de paciente para paciente. Deve-se utilizar a menor


dose eficaz em relação ao objetivo do tratamento.



A primeira injeção de Menopur® deve ser realizada sob supervisão médica direta.



Antes de iniciar o tratamento, o casal deve ser submetido a avaliação do quadro de infertilidade e das


contraindicações para a gravidez. Os pacientes devem ser avaliados especialmente quanto ao


hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da tireoide), deficiência adrenocortical (queda súbita ou


nível insuficiente de hormônios adrenais), hiperprolactinemia (excesso de produção do hormônio


prolactina, que é responsável pela produção do leite) e tumores da hipófise e do hipotálamo. Se necessário,


o médico deve adotar o tratamento específico para cada condition.



Pacientes submetidos à estimulação do crescimento folicular, tanto para o tratamento de infertilidade


anovulatória (deficiência na produção de óvulos) como para procedimentos que envolvam técnicas de


reprodução assistida, podem apresentar aumento dos ovários ou desenvolver hiperestimulação ovariana. É


recomendável seguir exatamente a posologia, o regime de administração das doses prescrito pelo seu


médico e monitorar cuidadosamente a terapia para diminuir a incidência de tais eventos. A interpretação


exata dos índices de desenvolvimento do folículo e da sua maturação deve ser feita por um médico com


experiência.



A menotropina não deve ser administrada para induzir a ovulação em mulheres cujos ovários foram


excessivamente estimulados de forma involuntária.



Siga rigorosamente a posologia de Menopur® prescrita pelo seu médico para evitar a estimulação excessiva


ou aumento dos ovários.



Síndrome da Hiperestimulação Ovariana (SHEO)


A SHEO é um evento clínico distinto do aumento ovariano não complicado. A SHEO é uma síndrome que


pode se manifestar com crescente grau de severidade. Ela compreende o aumento do ovário, aumento dos


níveis de esteroides sexuais sanguíneos e um aumento na permeabilidade vascular que pode resultar na


acumulação de fluidos nas cavidades peritonial, pleural e, raramente, na cavidade pericárdica.



Os seguintes sintomas podem ser observados em caso de SHEO severa: dor e distensão abdominal, aumento


ovariano severo, aumento de peso, dispneia, oligúria e sintomas gastrintestinais incluindo náusea, vômito


e diarreia. A avaliação clínica pode revelar hipovolemia, hemoconcentração, desequilíbrio eletrolítico,


ascite, hemoperitônio, efusão pleural, hidrotórax, dor pulmonar aguda e eventos tromboembólicos.



A resposta ovariana excessiva devido ao tratamento com gonadotrofina raramente implicará em SHEO, a


não ser que o hCG seja administrado para maturação final do folículo e para a ovulação. Portanto, em casos


de hiperestimulação ovariana, é prudente não utilizar o hCG e instruir a paciente a não ter relações sexuais


ou, se tiver, utilizar método anticoncepcional de barreira por pelo menos 4 dias. A síndrome de


hiperestimulação ovariana poderá progredir rapidamente (dentro de 24 horas até vários dias) e tornar-se um


evento médico grave. Por isso, as pacientes devem ser monitoradas por pelo menos 2 semanas após a


administração de hCG.



A adesão à dosagem e posologia recomendadas de Menopur® e o monitoramento cuidadoso da terapia


diminuirão a incidência da hiperestimulação ovariana e de gravidez múltipla. Em técnicas de reprodução


assistida (TRA), a aspiração de todos os folículos antes da ovulação pode reduzir a ocorrência de


hiperestimulação.



A SHEO poderá ser mais grave ou de maior duração na ocorrência de gravidez. A SHEO se manifesta com


mais frequência depois de encerrado o tratamento hormonal e atinge o seu ponto máximo de severidade


aproximadamente entre 7 a 10 dias após o tratamento, regredindo normalmente de forma espontânea após


a menstruação.



Havendo uma manifestação grave de SHEO, o tratamento com a gonadotrofina deverá ser interrompido.


Se essa condição persistir, a paciente deverá ser hospitalizada e iniciado um tratamento específico para


SHEO.



A SHEO ocorre com maior incidência em pacientes portadoras de síndrome do ovário policístico.



Gravidez múltipla


A gravidez múltipla, especialmente as com mais de três fetos, aumenta as chances de ocorrência de efeitos


adversos maternos e perinatais.



Em pacientes que estão sob indução da ovulação com gonadotrofinas, a incidência de gravidez múltipla é


maior em comparação aos casos de concepção natural. Na maioria dos casos de concepção múltipla são de


gêmeos. Para minimizar o risco de gravidez múltipla, deve-se monitorar cuidadosamente a resposta


ovariana.



Em mulheres que são submetidas a hiperestimulação controlada para induzir o desenvolvimento de


folículos múltiplos em programas de fertilização assistida, o risco de gravidez múltipla está basicamente


relacionado à quantidade de embriões transferidos, à sua qualidade e à idade da paciente.



A paciente deve ser avisada do risco potencial de nascimentos múltiplos antes de iniciar o tratamento.



Perda da gravidez


A incidência de perda da gravidez por abortos espontâneos é maior em pacientes que estão realizando


hiperestimulação controlada para induzir o desenvolvimento de folículos múltiplos em programas de


fertilização assistida, do que na população em geral.



Gravidez ectópica


Mulheres que possuem histórico de doença tubária correm o risco de gravidez ectópica, tanto nos casos de


gravidez por concepção espontânea como no tratamento de fertilidade. A prevalência de gravidez ectópica


após FIV foi reportada em 2 a 5%, comparando-se 1 a 1,5% da população em geral.



Neoplasia no sistema reprodutivo


Há relatos de neoplasia tanto benigna quanto maligna nos ovários e em outros órgãos do sistema reprodutivo


em mulheres submetidas a regimes múltiplos tratamentos de infertilidade. Ainda não está estabelecido se o


tratamento com gonadotrofina aumenta o risco destes tumores em mulheres inférteis.



Malformação congênita


A prevalência de malformações congênitas após hiperestimulação controlada para induzir o


desenvolvimento de folículos múltiplos em programas de fertilização assistida, pode ser um pouco maior


do que em concepções espontâneas. Isto ocorre devido a diferenças em características dos pais (isto é, idade


da mãe, características do esperma) e gravidezes múltiplas.



Eventos tromboembólicos


Mulheres com fatores de risco conhecidos a eventos tromboembólicos, tais como histórico pessoal ou


familiar, obesidade severa (Índice de Massa Corpórea – IMC > 30 kg/m2


) ou trombofilia podem ter um


aumento no risco de eventos de tromboembolia venosa ou arterial, durante ou após o tratamento com


gonadotrofinas.



Nestas mulheres, deve-se avaliar o risco-benefício da administração da gonadotrofina. Deve-se também


observar o fato de que a gravidez por si só, também aumenta o risco de eventos tromboembólicos.



Advertências e precauções para populações especiais


A indicação do produto não abrange a utilização da medicação para pacientes idosos e crianças.



Gravidez e lactação


Menopur® não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Entre em contato


com o seu médico em caso de suspeita de gravidez.



Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do


cirurgião-dentista.



Efeito na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas


É pouco provável que Menopur® influencie na capacidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.



Interações medicamentosas


Informe ao seu médico se estiver utilizando outros medicamentos, incluindo medicamentos livres de


prescrição médica.



O citrato de clomifeno é outro medicamento utilizado no tratamento da infertilidade. Se utilizado junto com


Menopur® pode aumentar a resposta dos folículos ovarianos.



Interações com alimentos e álcool


Não há dados sobre a interação de Menopur® com alimentos e álcool.



Alterações nos exames laboratoriais


Menopur® pode causar alteração nos níveis de hormônios sanguíneos, portanto tais exames podem ter


resultados alterados em pacientes que utilizaram o produto.



Em homens:


Este medicamento pode causar doping.



Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.



Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Menopur® deve ser armazenado em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C) e protegido da luz. Não


congelar.


Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.


Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.



Aspecto físico


Frasco-ampola incolor contendo pó liofilizado.


Ampola de diluente incolor contendo diluente.



Características organolépticas:


Pó liofilizado: branco ou quase branco. Um aglomerado de pó branco ou quase branco (pó liofilizado)


deverá ser visível ao fundo do frasco-ampola e este poderá apresentar-se disperso ou como se fosse uma


pastilha.


Diluente: líquido transparente e incolor.


A solução reconstituída deve ser límpida e livre de material não dissolvido.



Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe


alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.


Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Como devo usar este medicamento?

Menopur® deve ser administrado pela via intramuscular ou subcutânea.



Modo de preparo


A concentração de Menopur


®, após a reconstituição de um frasco-ampola do pó liofilizado com uma ampola


de diluente, é de 75 UI e o volume final da solução reconstituída é de cerca de 1 mL.



A reconstituição deve ser feita utilizando o líquido diluente que acompanha a embalagem.



Use Menopur® exatamente como o seu médico orientou. Converse com seu médico caso tenha dúvidas.



A primeira injeção de Menopur® deve ser administrada sob a supervisão de um médico ou enfermeira.



Dissolvendo Menopur®:


Menopur® é fornecido como um pó liófilizado e deve ser dissolvido antes do uso. O diluente (líquido) que


deverá ser usado na dissolução é fornecido junto com o pó liofilizado. Como segue:




  • Anexar firmemente uma agulha longa (agulha de reconstituição) na seringa;

  • Assegurar que não há líquido na parte superior da ampola, caso contrário, dar suaves batidas com o dedo médio sobre a parte superior da ampola, até todo o líquido descer;

  • Segurar a ampola de líquido diluente com o ponto azul voltado para você;

  • Colocar o polegar na direção do ponto azul e pressionar a parte superior da ampola no sentido contrário a você (pode-se utilizar uma gaze ao redor da parte superior da ampola para evitar se cortar);

  • Retirar a capa de proteção da agulha;

  • Inserir a agulha no líquido da ampola;

  • Aspirar todo o líquido da ampola para dentro da seringa;

  • Antes de retirar a tampa protetora do frasco-ampola, observar atentamente a presença do pó liofilizado em seu interior;

  • Inserir a agulha na vertical no centro da tampa de borracha do frasco-ampola de pó liofilizado e inserir o diluente lentamente, para evitar a formação de bolhas;

  • O pó liofilizado deve dissolver rapidamente (dentro de 2 minutos), formando uma solução límpida. Mesmo que isso aconteça, quando poucas gotas de diluente tenham sido adicionadas, a quantidade total do diluente deve ser utilizada;

  • Para ajudar a dissolver o pó, gire a solução no frasco-ampola. Deve-se evitar a agitação vigorosa, pois bolhas de ar podem se formar na solução;

  • A solução reconstituída não deve ser administrada caso contenha partículas ou não esteja límpida;

  • Aspirar a solução de volta para a seringa.



Para evitar um grande volume de injeções, até 3 (três) frascos do pó podem ser reconstituídos (dissolvidos)


com uma ampola de diluente de 1 mL.



A solução reconstituída deve ser imediatamente aplicada por via subcutânea ou intramuscular.



Injetando Menopur®



  • Depois de aspirar a dose prescrita para a seringa, trocar a agulha por uma mais curta e fina (agulha de administração);

  • Virar a seringa com a agulha para cima e agitar suavemente para eliminar todas as bolhas de ar. Cuidadosamente, pressione o êmbolo até que a primeira gota de fluído saia da agulha;

  • O seu médico ou enfermeira irá indicar o local correto para administração (por exemplo: parte superior da coxa, abdômen, etc.);

  • Antes de administrar o medicamento, desinfetar o local da injeção;

  • Para injetar, formar uma dobra com a pele e inserir a agulha com um movimento rápido a 90 graus em relação ao corpo. Pressione o êmbolo suavemente para injetar a solução e, em seguida, retire a seringa de administração;

  • Após a remoção da seringa de administração, aplique pressão no local da injeção para evitar sangramento. Massagear suavemente o local da injeção para ajudar a dispersar a solução sob a pele;

  • Não descartar os itens utilizados em lixeiras domésticas comuns; estes itens devem ser eliminados de forma adequada.



Posologia


O tratamento com Menopur® deve ser iniciado sob a supervisão de um médico com experiência na área de


fertilidade. Existe uma grande variação na resposta do tratamento de paciente para paciente com o uso de


menotropinas. Portanto, é muito difícil definir um esquema posológico, sendo assim, a dosagem deve ser


ajustada individualmente dependendo da resposta do ovário.



A posologia descrita é idêntica para administração subcutânea e para administração intramuscular.



Na mulher:


Mulheres com anovulação (incluindo Síndrome dos Ovários Policísticos)


Para o tratamento da infertilidade, Menopur® pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros


medicamentos, dentre os quais os antagonistas ou agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas.



A dosagem de Menopur® para indução do crescimento do folículo em procedimentos de baixa


complexidade (coito programado, inseminação intrauterina), tem esquema de variação individual. O seu


médico pode solicitar exames de ultrassom e de sangue (nível de estradiol) para monitorar a resposta dos


ovários.



Se a dosagem de Menopur® for muito alta, podem ocorrer crescimentos foliculares múltiplos em um ou em


ambos os ovários.



Em geral, a terapia com Menopur® é iniciada dentro dos 7 primeiros dias do ciclo menstrual com uma


dosagem inicial diária de 75 a 150 UI. Se os ovários não responderem, a dosagem pode ser gradativamente


aumentada até surgirem evidências de aumento da secreção de estradiol e de crescimento folicular. Uma


determinada dose deve ser administrada por pelo menos 7 dias antes de ser modificada. É recomendado o


aumento de dose de 37,5 UI e não deve exceder 75 UI por ajuste. A dose máxima diária não deve ultrapassar


225 UI. Caso a paciente não responda adequadamente após 4 semanas de tratamento, um novo tratamento


deve ser iniciado com uma dosagem inicial maior do que a do ciclo anterior.



Para induzir a ovulação, após uma resposta ótima do tratamento com Menopur®, utiliza-se 5.000 ou 10.000


UI de hCG (gonadotrofina coriônica humana), 1 dia após a última dose administrada de Menopur®.



Importante para o procedimento de coito programado: recomenda-se que a paciente tenha relação


sexual no dia da administração do hCG e no dia seguinte. Como alternativa, a inseminação intrauterina


pode ser realizada.



OBSERVAÇÃO: a resposta à estimulação será monitorada durante o tratamento. Eventualmente pode


haver uma estimulação excessiva involuntária dos ovários. Neste caso, o tratamento com Menopur® deve


ser interrompido e o hCG não deve ser utilizado. Você deverá utilizar um método anticoncepcional de


barreira (por exemplo: camisinha) ou evitar relações sexuais até o início da próxima menstruação.



Mulheres submetidas à Hiperestimulação Ovariana Controlada


Para a indução da ovulação nas técnicas de reprodução assistida (FIV = fertilização in vitro / ICSI = injeção


intracitoplasmática de espermatozoides) é necessário uma hiperestimulação controlada. Esta recebe este


nome, pois visa obter vários óvulos. A dosagem para esta estimulação controlada dos ovários pode variar


de pessoa para pessoa.



Se estiver recebendo tratamento com um agonista de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas), o


tratamento com Menopur® deve ser iniciado aproximadamente 2 semanas após o início da terapia com


agonista de GnRH. Se estiver recebendo tratamento com antagonista de GnRH, o tratamento com


Menopur® deve ser iniciado no 2º ou 3º dia do ciclo menstrual.



De um modo geral, o médico pode recomendar outros esquemas posológicos de acordo com o seu


diagnóstico. A dose inicial de Menopur® pode ser de 150 a 225 UI, durante, pelo menos, os 5 dias iniciais


do tratamento. O seu médico pode solicitar exames de ultrassom e de sangue (nível de estradiol) para


monitorar a resposta dos ovários para ajustes que não devem exceder a quantidade de 150 UI por ajuste. A


dosagem máxima diária não deve exceder 450 UI por dia e na maioria dos casos não é recomendada a


utilização acima de 20 dias.



O médico sempre orientará sobre a utilização de variação das doses acima citadas.



Quando um número adequado de folículos atingirem um tamanho apropriado, uma única injeção com


10.000 UI de hCG deve ser prescrita e administrada para induzir a maturação folicular final, na preparação


da aspiração do óvulo. As pacientes devem ser cuidadosamente monitoradas pelo médico por, pelo menos,


duas semanas após a administração de hCG.



Caso ocorra uma resposta excessiva, o médico deve interromper o tratamento com Menopur® e descontinuar


o uso de hCG. Você deverá utilizar um método contraceptivo de barreira (por exemplo: camisinha) ou


evitar relações sexuais até o início da próxima menstruação.



No homem:


Inicialmente, de 1.000 a 3.000 UI de hCG (gonadotropina coriônica humana) são administrados 3 vezes


por semana, até atingir-se um nível sérico de testosterona normal. Então, de 75 a 150 UI de Menopur® são


prescritas e administradas 3 vezes por semana, por alguns meses, de acordo com o critério médico.



Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.



Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Casa ocorra esquecimento de administração, entrar em contato com o médico. Não usar o dobro da dose para compensar a dose esquecida.


Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião dentista.

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reação com frequência desconhecida: desordens visuais, febre, mal-estar, reações de hipersensibilidade[e],


aumento de peso, dor musculoesquelética[f], torção ovariana[b], prurido, urticária, obstrução dos vasos


sanguíneos por coágulos de sangue (fenômenos tromboembólicos)[b].



[a] A reação local mais frequentemente relatada foi a dor no local de aplicação.


[b] Sintomas gastrointestinais associados com SHEO, como aumento e desconforto do abdômen, náusea,


vômitos e diarreia foram relatados com Menopur® em estudos clínicos. Em casos de SHEO severa, ascite


e coleção de fluído pélvico, efusão pleural, dispneia, oligúria, eventos tromboembólicos e torção ovariana


têm sido relatas como complicações raras.


[c] Dores pélvicas incluem: dor ovariana e dores nos anexos uterinos.


[d] Reclamações das mamas incluem: dores nas mamas, sensibilidade mamária, desconforto das mamas, dores


nos mamilos e inchaço das mamas.


[e] Casos de reações alérgicas localizadas ou generalizadas, incluindo reações anafiláticas juntamente com


sintomatologia associada têm sido raramente relatados.


[f] Dores musculoesqueléticas incluem: artralgia, dores nas costas, dores no pescoço e dores nas


extremidades.

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Os sintomas da superdosagem não são conhecidos, porém pode ocorrer síndrome de hiperestimulação ovariana, ou seja, a estimulação excessiva dos ovários.



Caso ocorra síndrome de hiperestimulação severa, o tratamento deve ser interrompido, a paciente pode ser tratada em hospital e o médico deverá iniciar o tratamento específico para essa condição.


O tratamento de síndrome de hiperestimulação ovariana dependerá do(s) sintoma(s) apresentado(s).


Os sintomas associados à síndrome de hiperestimulação ovariana são: dor e inchaço abdominal, náusea, vômito, diarreia, ganho de peso, dificuldade de respirar e diminuição da urina.


Em homens não são conhecidos os efeitos da superdose.



Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres LegaisRegistro: 1.2876.0011

Importado e Registrado por:
Laboratórios Ferring Ltda.
Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, nº 105, 12° andar
04571-900 - São Paulo - SP
CNPJ: 74.232.034/0001-48

Produzido por (pó liofilizado):
Ferring GmbH
Kiel, Alemanha

Produzido por (diluente):
Ferring Pharmaceuticals (China) Co., Ltd.
Zhongshan City, Guangdong Province – R.P. China
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